Rodada de Negócios para Todos os Públicos
O formato de rodada serve a públicos muito diferentes, mas não da mesma forma. O que cada perfil ganha e como montar o evento para que o ganho seja real.
O formato de rodada serve a públicos muito diferentes, mas não da mesma forma. Uma sala com micro empresa e indústria grande junta, sem critério, frustra os dois lados: a micro não consegue atender o volume mínimo, e a grande perde tempo com quem não pode ser fornecedor.
Este artigo mostra o que cada perfil ganha e como montar o evento para que o ganho seja real.
Pequenas e médias empresas
É o público mais numeroso e o que mais depende do formato.
O que ganham: acesso a decisores sem passar por triagem comercial, e contato com fornecedores locais que reduzem custo e prazo.
A conta que explica o valor: em mesas de 6 lugares e 8 rodadas, cada participante conversa com 40 empresas em uma tarde. Para uma empresa pequena sem equipe comercial, isso é o equivalente a meses de prospecção.
O que precisa acertar: levar preço, prazo e capacidade definidos. Comprador pergunta essas três coisas, e não ter resposta encerra a conversa.
Empreendedores e negócios em início
O que ganham: validação. Ouvir a mesma dúvida em oito mesas diferentes diz mais sobre o produto do que qualquer pesquisa contratada.
O que precisa acertar: ir com pergunta, não só com discurso. "Como vocês resolvem isso hoje?" gera mais informação do que uma apresentação bem ensaiada.
Cuidado: rodada de negócios não é evento de captação de investimento. O público é comprador e fornecedor, não investidor. Veja rodadas de negócios para jovens empreendedores.
Empresas grandes e compradoras
O que ganham: triagem de fornecedores em escala. Como âncora, uma empresa fixa na mesa recebe 5 fornecedores por rodada em mesas de 6 lugares. Em 8 rodadas, são 40 fornecedores avaliados em uma tarde.
O que precisa acertar: publicar a demanda antes. Sem a lista do que ela pretende comprar, a rodada vira desfile de apresentações desconexas.
Cuidado: exigências documentais e volume mínimo precisam ser informados na inscrição, senão fornecedores que não podem atender ocupam cadeiras. Veja empresas âncoras.
Prestadores de serviço para empresas
É o perfil que mais rende dentro de uma rodada, porque compra e vende ao mesmo tempo. Contabilidade, jurídico, TI, gráfica, uniforme, limpeza, marketing: todos são clientes uns dos outros.
Se você organiza e quer garantir negócio dentro da sala, esse é o núcleo a priorizar.
O que decide se todos ganham: a curadoria
O formato não é para todos indistintamente. Ele é para grupos em que existe compra possível.
Antes de abrir inscrições, responda: quem compra de quem nesta sala? Se você não consegue nomear cinco pares de compra plausíveis, o recorte está errado.
Dois pedidos na inscrição resolvem quase tudo:
- O que a sua empresa vende, e para quem.
- O que a sua empresa compra ou contrata nos próximos seis meses.
A segunda pergunta é a que ninguém faz e a que mais gera negócio. Veja curadoria de participantes.
Como equilibrar portes diferentes
Se o evento precisa reunir portes distintos, três ajustes ajudam:
Use o formato com âncora. Empresas grandes ficam fixas, pequenas circulam. Isso resolve o desequilíbrio de forma estrutural.
Informe requisitos antes. Volume mínimo, certificações, prazo de pagamento. Fornecedor que sabe que não atende se inscreve em outra edição em vez de perder o dia.
Considere separar em blocos. Uma parte do dia com âncoras, outra com rodada livre entre os participantes.
Erros que fazem alguém sair de mãos vazias
- Sala sem comprador. Todo mundo vendendo e ninguém comprando é o erro
- Portes incompatíveis sem aviso. Gera frustração dos dois lados.
- Cadastro genérico. "Diversos serviços" no campo de oferta impede qualquer
- Excesso do mesmo segmento. Dez contabilidades na mesma sala anulam o valor
- Público que não decide. Quem vem sem autonomia não fecha nada e ocupa
estrutural mais comum.
montagem inteligente das mesas.
umas das outras.
lugar.
Como a montagem garante o equilíbrio
No Rodada de Sucesso, o cadastro guarda número, nome, empresa, cargo, segmento, categoria, interesses, oferta, demanda, prioridade, mesa fixa para âncora, restrições e observações. O campo de prioridade permite dar peso a participantes estratégicos, e o de mesa fixa é o que define quem não circula.
A agenda é gerada com zero repetição como regra dura, evitando também colegas da mesma empresa na mesma mesa. Cada encontro recebe uma nota de compatibilidade de 0 a 100, explicável, que cruza oferta com demanda, interesses, segmento, prioridade e histórico. É essa nota que impede que uma sala diversa vire uma sala aleatória.
Ao final, os relatórios mostram presença, conversas previstas contra realizadas, compatibilidade média, utilização das mesas e quantas pessoas cada participante conheceu. É como você verifica se todos os perfis realmente aproveitaram o evento, em vez de supor.
Para continuar
Veja como gerar valor para todos os participantes, como adaptar rodadas para diferentes setores e quantas rodadas cabem no seu evento.
Rodada para todos os públicos não significa aceitar todo mundo. Significa montar uma sala em que cada perfil tem, ali dentro, alguém com quem fazer negócio.
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